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vivendo sem tratamento de esgoto, água potável de qualidade, com crianças brincando no meio de lixões. A situação social pode ser um propulsor sem precedentes no mundo de uma catástrofe agravada pela pandemia. E, como comprovam os números oficiais, a desigualdade no Brasil tem cor. Em meio a esta massa de gente sem condições mínimas de saúde, sanitárias e de vida, estão, em sua grande maioria, negros e negras.

A sociedade precisa reagir, como já tem começado a fazer com protestos e panelaços, para que o governo tome todas as medidas urgentes e necessárias a fim de conter o avanço do coronavírus, proteger os empregos, a saúde e a vida dos brasileiros. E, especialmente, das camadas mais pobres, nossos compatriotas mais vulneráveis, quase todos negros e negras.

O País não resiste a esse processo tão acelerado de dilapidação de um estado gerido por gente racista e elitista, a serviço de uma classe dominante mesquinha, perversa, cruel e incompetente.

Está em jogo a proteção de milhões de vidas, e são necessárias ações urgentes, principalmente nas favelas, periferias e nos grotões de miséria do Brasil. Isto inclui medidas para resguardar a economia, mas com justiça social, o resgate do estado de bem-estar social e dos investimentos públicos, e todo o extremo oposto ao que tem feito o governo Bolsonaro.

*Almir Aguiar é o Secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro - Contraf-CUT

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