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Sob protesto dos empregados, banco encerra GT do Plano de Saúde unilateralmente
31/07/2021

Na reunião do Grupo de Trabalho Saúde Caixa desta sexta-feira (30/07), a Caixa recusou a solicitação dos representantes dos empregados para prorrogar as discussões sobre a construção conjunta de um modelo de custeio viável e sustentável para os usuários. Além disso, o banco apresentou uma proposta que aplica integralmente a resolução 23 da CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União), que estabelece contribuição paritária do banco e cobrança de mensalidade por beneficiário, de acordo com faixa etária e/ou renda, e o teto de 6,5% da folha de pagamentos e proventos para a Caixa custear o plano.

 “Nós não aceitamos a implementação da CGPAR 23, sob qualquer aspecto. Além de não ser uma legislação, esta proposta não está prevista no Acordo Coletivo e a anulação de seus efeitos está sendo discutida no Congresso. Nós enfatizamos a necessidade de ampliar a discussão para levarmos propostas decentes aos colegas, mas a Caixa decidiu, unilateralmente, encerrar o grupo”, destacou a coordenadora do GT  e da CEE (Comissão Executiva de Empregados), Fabiana Uehara Proscholdt.

 “A proposta foi a pior possível e aplicou todos os limitadores que comprometem a viabilidade de pagamento para os empregados”, declarou Sérgio Amorim, integrante do GT. “O tempo todo a Caixa declarava que a construção do modelo seria em conjunto, já que é paritário, mas desde o começo o que se viu foi a imposição das diretrizes do presidente do banco, Pedro Guimarães”, disse.

 Ao contrário do desejo dos representantes dos empregados, o GT não cumpriu o papel em sua totalidade. As propostas, a da direção da Caixa e a dos empregados, serão levadas à mesa de negociação.

 Os representantes dos trabalhadores fizeram questão de demonstrar indignação pelo fim das discussões. Lílian Minchin, integrante do GT, argumentou que a dificuldade no acesso aos dados atrapalhou o trabalho da empresa atuarial que assessora os empregados. “Agora, com as duas propostas prontas, o grupo deveria avançar no debate, mas a Caixa recusou”, ressaltou.

 Na reunião que aconteceu na quinta-feira (29), a representação dos trabalhadores apresentou uma proposta que mantém o modelo atual de contribuição de 70% da Caixa e 30% dos empregados, sem necessidade de reajuste. A proposta defendida pela representação dos empregados mantém os princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional, com gestão por RH e dos percentuais de mensalidade por grupo familiar.

Fonte: Contraf-CUT