(43)3557-1516
Seg-Sex: 9h00-12h00 | 13h00-16h00
x

Notícias

Contraf-CUT notifica Caixa e MPT sobre assédio em evento
17/12/2021

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) encaminhou na quinta-feira (16/12) um ofício à Caixa Econômica Federal notificando o banco pelo descumprimento da cláusula da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) que impede o ranking de empregados e do assédio moral praticado contra os presentes, que foram obrigados a fazerem flexões de braço durante um evento nacional do banco, realizado de 14 a 15 de dezembro, em Atibaia, São Paulo.

“Vimos, através deste, apresentar nossos protestos e denunciar a prática de assédio moral coletivo no evento ‘Nação Caixa 2021’, em Atibaia – SP, em que reuniu empregados, empresários lotéricos e correspondentes Caixa”.

O ofício observa que a seleção dos empregados participantes levou em conta critérios proibidos pela CCT da categoria bancária. “De acordo com a própria Caixa, a escolha dos(as) empregados(as) para participação no evento considerou ‘critério meritocráticos’, supostamente reconhecendo trabalhadores que se destacaram em 2021. Tal prática é uma forma de ranking, que é proibida na Convenção Coletiva do Trabalho”, diz o ofício.

“Durante o ‘Nação Caixa’ foram realizadas práticas que expuseram os empregados a situações constrangedoras, que se transformaram em vexame nacional e até internacional quando vídeos que comprovam a prática ‘viralizaram’ pelas redes sociais e foram noticiados por diversos veículos de imprensa escrita e televisiva”, observou a coordenadora da CEE (Comissão Executiva dos Empregados), Fabiana Uehara Proscholdt. “E pior é que parte deste constrangimento se deve à prática do presidente do banco (Pedro Guimarães), configurando também o assédio moral”, explicou Fabiana, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT.

Além da CCT

No ofício, a Contraf-CUT informa ainda que a seleção para participação e as práticas efetuadas no “Nação Caixa” descumprem não apenas o que está acordado na CCT da categoria, mas também a Convenção nº 190 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e princípios da Constituição Federal do Brasil.

Além do ofício enviado ao banco, a Contraf-CUT e a Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa) também notificaram o MPT (Ministério Público do Trabalho), que já notificou o banco e recomendou que tal prática não seja mais realizada.

“O pedido para que a prática não seja mais realizada é o começo, mas essas irregularidades devem ser punidas, para que os erros não fiquem impunes”, observou a coordenadora da CEE. “Essa gestão do Pedro Guimarães é vergonhosa e mancha a história da Caixa”, completou Fabiana, ao observar que o pedido para que a prática não seja mais cometida já é um indício de que existem irregularidades.

Viralizou

Além de ter ganhado vulto ao se espalhar pelas redes sociais, o constrangimento, pelo qual passaram empregados e empresários, foi amplamente divulgado pelos veículos de comunicação da imprensa escrita e de TV.

Leia também:
Presidente da Caixa obriga executivos do banco a fazer flexões
‘Show’ de absurdos, sob o comando do presidente da Caixa
Presidente da Caixa chama coronel e pede para VPs fazerem flexão
Presidente da Caixa coloca funcionários para fazer flexões em evento em Atibaia, SP

Fonte: Contraf-CUT