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Bancários do Itaú no PR aprovam pauta específica de reivindicações
13/05/2022

Funcionários e funcionárias do Itaú das bases dos Sindicatos filiados à Fetec-CUT/PR (Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná) realizaram na noite de quarta-feira (11/05), o Encontro Estadual com o objetivo de debater as propostas para construir a pauta de reivindicações específicas que serão levadas no Encontro Nacional, que ocorrerá em junho.

Segundo a secretária de Saúde do Sindicato de Londrina, Eunice Miyamoto, que participou do evento virtual, um dos principais problemas levantados pelos funcionários do Itaú foi a falta de pessoal nas agências e as mudanças implantadas pelo Itaú com o programa GERA. “A cada dia o banco cria mais dificuldades para os funcionários e funcionárias, exigindo metas inatingíveis e impondo sobrecarga de serviços decorrente da reestruturação das agências, do aumento nas demissões e a retirada de função dos Gerentes de Atendimento, o antigo Gerente Operacional ”, aponta Eunice, afirmando que fim do assédio moral é prioridade nas negociações específicas deste ano com o Itaú.

O presidente da CUT/PR (Central Única dos Trabalhadores do Paraná) e bancário do Itaú, Marcio Kieller, enalteceu o encontro e disse que a categoria tem que lutar para ser respeitada. “É preciso valorizar esta campanha e debater as demandas que serão levadas ao banco. Temos legitimidade para cobrar e exigir que o Itaú tenha mais atenção com seus trabalhadores e trabalhadoras. Precisamos construir um bom acordo, uma vez que estamos vivendo um período em que a inflação está em dois dígitos e, além disso, precisamos nos preocupar também em mudar o País. Não com armas, mas com democracia”, salientou.

O deputado federal Enio Verri (PT-PR), convidado para participar do Encontro pela COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Itaú, afirmou que o golpe de 2016 foi responsável para jogar o Brasil na situação em que se encontra. “Esse golpe tinha um objetivo definido que é o de destruir a Constituição de 1988. Por exemplo, a reforma trabalhista, que tirou os direitos dos trabalhadores, e destruiu o movimento sindical ao tirar a capacidade de financiamento, prejudicou bastante a população mais carente. Associado a isso, temos cada vez menos investimentos em educação, saúde, infraestrutura, entre outros. Agora temos esses juros altos da Selic. O trabalhador está em uma situação muito complicada”, observou. O evento terminou com uma roda de perguntas para o deputado.

Por Flávio Augusto Laginski/Fetec-CUT/PR